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III Roda da Diversidade discute o urbanismo na perspectiva da diversidade de gênero, religião e etnicidade  


A fim de discutir o papel social do arquiteto e urbanista na sociedade, o curso de Arquitetura e Urbanismo da FAT realizou, nos dias 21 e 28 de março, e 4 de abril, a terceira edição da Roda Diversidade, que reuniu, na Unidade Barro Duro, professores, alunos, profissionais e interessados no tema, “um momento de reflexão sobre a função social deste profissional no planejamento de cidades mais democráticas”, explica João Paulo Omena, professor da disciplina Antropologia Cultural e Sociologia Urbana, e idealizador do evento.

Na primeira quinta-feira, foi a vez do arquiteto, especialista em História da Arte, Kadu Fonseca, levantar uma discussão sobre o urbanismo na perspectiva das religiões de matriz africana, o que gerou grande interatividade entre os participantes. “Essa é uma discussão muito importante e urgente na atualidade, uma iniciativa plausível, em especial, no processo de formação dos futuros profissionais. E fazer parte disso é incrível!”, comemora o palestrante.

O urbanismo na perspectiva da diversidade de gênero e identidade sexual foi o tema apresentado na segunda quinta-feira do evento pela atriz Ísis Florescer, que falou sobre a própria experiência. “Falar sobre como eu me relaciono com os espaços e a sociedade, e como isso afeta e atravessa minha existência enquanto mulher, travesti, preta e periférica, proporciona aos alunos um olhar mais humanizado para a profissão”, comenta. “Momentos assim são importantes para que todos os envolvidos possam compreender a existência plural do ser humano, considerando uma só coisa como sendo a fundamental dentre tantas outras importantes: o respeito”, complementa Petterson Sousa, doutorando em Ciências da Educação, Arte e Cultura, que também participou da Roda como palestrante.

E para finalizar a III Roda da Diversidade, a feminista e ativista, Ana Clara Moraes, promoveu um debate sobre o urbanismo na perspectiva da etnicidade – o empoderamento da mulher negra. Durante a discussão, Ana ressaltou a importância de falar sobre a luta negra. “O urbanista tem essa responsabilidade de cuidar do todo e deve incluir todos em seus projetos. Poder participar dessa formação significa propagar representatividade”, explica.

Para os alunos, a experiência enriquece a formação. “A Roda esclareceu que arquitetura é muito mais do que desenhar. Nós temos que considerar o todo e todos ao pensar em ambientes urbanos”, finaliza Marcelo Alves, aluno do 3º período do curso.

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