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Alunos do curso de Psicologia visitam bairro do Pinheiro


Considerado um campo novo para a prática da Psicologia, o atendimento a pessoas em situações de emergência e desastre é uma demanda que requer um preparo específico e ainda apresenta grande carência de profissionais. A área estuda o comportamento humano dentro de contextos como catástrofes ou situações-limite vividas no cotidiano urbano, apresentando um foco que engloba desde a ação preventiva até o pós-trauma.

No curso de Psicologia da FAT, a disciplina "Psicologia das Emergências e Desastres" é obrigatória. Acompanhados pelo professor e psicólogo Paulo Nascimento, na noite do dia 8 de outubro, os alunos do curso fizeram uma visita ao bairro do Pinheiro, onde o afundamento do solo e as rachaduras acentuam o risco de grandes danos humanos e materiais.  “Fazer com que os alunos tenham a vivência de como atuar nesse tipo situação é um pequeno exercício da futura profissão”, comenta ele, que é mestre em Psicologia.

A aluna Lenir Rodrigues foi moradora do bairro por mais de 20 anos. Segundo ela, morar na região foi a realização do sonho da casa própria.  “Sempre desejei morar aqui porque acreditava que era um lugar seguro para a minha família. Comprei na planta, aguardei a entrega por 5 anos e, após 4 anos, tive que sair. O sonho virou um pesadelo. Hoje, na condição de futura psicóloga, procuro contribuir com a recuperação da saúde mental dos moradores”, complementa.

Geraldo Vasconcelos, líder do movimento SOS Pinheiro, agradeceu o apoio da faculdade. “Ver os rumos que essa situação tomou é desgastante, um desastre em andamento em que os responsáveis não oferecem o suporte necessário. Parabenizo a FAT por ter sido a única faculdade que veio até o bairro a fim de conhecer, de perto, a situação das famílias”, finaliza.

Psicologia dos desastres

Antes da visita ao bairro do Pinheiro, os alunos participaram de uma palestra sobre a “Psicologia na Gestão do Risco e Desastres: um Relato de Experiência Profissional”, ministrada no dia 4 de outubro, na Unidade Barro Duro da FAT, pela psicóloga Silma de Oliveira, que está acompanhando as vítimas do bairro. “Poucas pessoas possuem o real conhecimento do que está acontecendo no bairro, e os futuros psicólogos precisam saber como lidar e abordar as vítimas. Agradeço o convite e a oportunidade de vir falar sobre uma temática tão presente em minha vida”, salientou Silma.

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